Ah, hoje é segunda! O fim de semana terminou e precisamos culpar alguém por isso. Então, que seja logo a segunda-feira. O dia do começo das dietas, do start em projetos, da mudança de vida. Putz, eu tenho uma reunião logo às 9. Planejamos muito para esse dia, mas tem um porém: esse dia chega. Toda semana a bendita chega, e então, ela é chata, sem graça. Simplesmente porque ela chega e espera que a gente reaja.

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Sair de casa para trabalhar. Mas, afinal, por que trabalhamos, para quem trabalhamos? Para o seu chefe, para a empresa e por que precisa? Pense bem. Trabalhamos para nós mesmos. Para poder pagar as contas, comprar uma casa, um carro, um livro, estudar, ir a um restaurante bacana ou viajar para o tão sonhado destino de férias. Trabalhamos para dar boa educação aos filhos, garantir que eles estejam seguros, para nos sentirmos felizes pelo que estamos entregando. É a sua moeda de troca. Você dedica seus bens mais preciosos: seu tempo, seu conhecimento, sua habilidade. E precisa ser tão doloroso?

O filósofo e escritor Mario Cortella diz que deveríamos substituir a ideia de trabalho pela ideia de obra, ou seja, aquilo que você constrói, aquilo em que se vê, aquilo que faz para que o mundo seja melhor, para que a empresa seja melhor e, principalmente, para sua própria vida seja melhor.

Se o que faz está longe disso, pare e repense. Encaremos esse dia como uma oportunidade de recomeço, de fazer acontecer, de deixar o ceticismo de lado e enfrentar a labuta. A sensação de uma vida como sacrifício pode ser substituída pela vontade de deixar uma marca, de realizar uma obra.

Há sempre algo a ser edificado, porque entre segundas e sextas, entre o nascer e o pôr do sol, entre chances e desperdícios, entre planejar e realizar, o que ficam são os sonhos que fazemos acontecer. Então, em qual das segundas-feiras a sua obra começou a ser feita? Quem sabe, nesta.