Lindo encontro (da esq.): Carla, Gustavo e Elair

Lindo encontro (da esq.): Carla, Gustavo e Elair

E se você abandonar o medo? Que lugares pode acessar? O que gostaria de fazer? Gustavo Tanaka, empreendedor na Baobbá, contou como foi sua jornada de libertação do medo, que rendeu o livro “11 dias de Despertar”, num recente evento – Spirituality Meet Business, que eu e a Carla fomos conferir, no espaço O Sítio, em Florianópolis. Após abandonar uma carreira no mundo corporativo, ele decidiu aceitar também o fracasso das tentativas de ser empresário em modelos tradicionais. Foi um processo intenso dedicado ao autoconhecimento, estudos, leituras, até chegar à uma sensação libertadora. A ausência do medo o levou a criar, com outras pessoas na mesma sintonia, a Baobbá, que atua fundamentada no bom senso, na liberdade e na confiança. Quebrando os paradigmas predominantes no atual modelo econômico, quem aderiu à ideia está livre para escolher o que vai fazer e quando.

Ficamos encantadas com o conceito de trabalho da Baobbá porque também é o que praticamos no Feliz Vida Livre. Quando surgiu a oportunidade de darmos as mãos, eu e a Carla decidimos dar um passo em direção à liberdade, diminuindo a força do ego e do controle. Pode não ser simples, mas é possível. Vimos na oportunidade da parceria uma porta aberta pelo universo, para irmos mais rápido em direção aos nossos sonhos. Contrariando a tônica do mercado, que é competir, estamos exercitamos coragem, compartilhamos ideias, e assim melhor flui o trabalho. “A vida é fluxo não é esforço. Se a sua vida está muito difícil, mude”, considera Gustavo. Ao nos unirmos, contamos ainda com a preciosa contribuição do Rosemir, marido da Carla, e nossa equipe ganhou o slogan de Equipe Feliz, no grupo onde dialogamos sobre as tarefas. O trabalho segue um fluxo natural, colaborativo. Um de nós dá uma ideia, o outro avalia, sugere, e abraça. Quando alguém conclui uma etapa, o outro complementa, e vibramos juntos com o resultado.

Mas como confiar? “É entrega. É preciso não ter medo”. Você deve estar se perguntando: e como fazer para não ter medo? Tem a ver com escolha, e em ficar atento ao que permite comandar o sentimento. Para aprender a confiar, escute o seu coração, que está conectado com a inteligência superior divina e irá promover encontros na mesma sintonia. Gustavo conta que tinha tentado sociedades que não deram certo porque não estava respeitando o que faz bem para si mesmo. Hoje, a espiritualidade está entrelaçada com o seu modelo de negócio. Quem já se conscientizou que estamos todos conectados e que há algo superior coordenando tudo para que o melhor aconteça terá mais facilidade de se entregar. É o oposto da necessidade de dominar tudo o tempo todo. Não é ausência de planos, mas estar confiante de que uma mudança de rumo pode ser a chance da caminhada se tornar ainda melhor.

Algo assim me aconteceu quando precisei sair da Austrália para trocar de Visto, e tive de viajar para a Indonésia. Era a única saída para continuar estudando por lá (sendo necessário sair do país), mas acabaria envolvendo despesas e o estresse todo. Já na Indonésia, tive a sensação de estar numa espécie de prisão temporária – não poderia voltar para Austrália sem a aprovação da embaixada australiana, e a minha passagem de retorno para o Brasil, caso alguma coisa mudasse, era da Austrália. Fui ficando muito assustada com esta curva fora do que tinha planejado. Apenas quando decidi me entregar e confiar (veja neste post) tudo mudou. Consegui aproveitar Bali, e, de repente, fui convidada para ir até Jakarta, onde conheci pessoas maravilhosas, como jamais imaginaria, e até pude visitar um vulcão. Fui acolhida, super bem recebida e vivi uma experiência incrível.

Quer avançar, realizar um sonho? Que tal parar de guardar a sua ideia no fundo de um cofre, dar as mãos e se abrir para um processo colaborativo? “Colaborar é novo. Aprendemos a competir, numa sociedade que não se apoia. A colaboração mudou minha vida”, comentou Gustavo.

Outro dia, uma pessoa muito especial foi corajosa em confessar: “quero me sentir vulnerável, poder abrir todo meu coração”. É possível diminuir a força do medo e de tentar, sendo verdadeiro consigo mesmo, partilhando e deixando o coração pulsar mais forte. “A vida dá sinais, CONFIE. É na vulnerabilidade que as pessoas se conectam”, complementa. Neste artigo, “Você já pode parar de tentar ser forte“, Gustavo conta como perdeu a vergonha até de chorar e de pedir ajuda. Viu, finalmente, que não estava sozinho, e muitas pessoas estenderam as mãos para ajudar.

Podemos construir uma sociedade que se apoia e viver melhor. Vamos dar as mãos?