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Escolha difícil

Quando uma interrogação enorme exige uma decisão, que alívio seria encontrar um oráculo para nos dizer: “é este o caminho que você deve seguir; ou, esta é a opção que será a melhor para você”.

Às vezes, a confusão mental é tão grande, que tentamos encontrar uma linha de pensamento e segui-la, mas a linha acaba noutro labirinto de dúvidas, com pontos positivos e negativos. Por que? Porque a outras opções, ou as outras possibilidades, também se oferecem interessantes e tentadoras, e não queremos errar.

Para alguns, a alternativa para diminuir a incerteza é estender a mão para alguém que dessa maneira consegue ter uma visão do destino. Para os mais céticos, saber o que o futuro reserva pode ser definido por uma tabela de números indicando o menor prejuízo.

Mas ainda que o desenho do futuro seja revelado por um pêndulo mágico, a leitura da borra de café no fundo da xícara, ou pela análise considerada realista, como ter certeza de que foi a melhor escolha?

Mesmo pequenas decisões, como a roupa mais adequada para uma festa, pode tomar horas. Quando surgem perguntas do tipo: não sei se caso ou se compro uma bicicleta, a pressão aumenta e a frase de brincadeira é só para disfarçar o peso do conflito interno.

Ter muitas opções parece ser o cenário dos sonhos, mas, na prática, aumenta a chance de perdermos o sono e o sossego. Por que? Porque temos um imenso desejo de acertar, de aproveitar a vida da melhor forma, de chegar ali na frente sem a sensação de que o outro caminho poderia ter sido melhor.

Para escolher sem se render ao arrependimento, há uma saída: fazer a escolha ter valor. Isto significa trabalhar pelo que foi decidido, aplaudir e impulsionar a decisão com dedicação.

Se escolhermos A e ficarmos pensando que B poderia ser muito mais divertido, rentável ou emocionante, sairemos do momento presente para projetar algo que não existe. Este mundo ilusório, criado em paralelo, apenas desbota a vida.

Ouvir as sensações do corpo ajuda a saber a resposta para o momento. Prestes a fazer uma viagem importante, enquanto a boca dizia sim para partir, as células iam dizendo não. Fui meio desistindo, mas insistindo, até que uma dor de cabeça constante, durante três dias seguidos, gritou pela possibilidade da escolha ser feita novamente.

O que nos pertence é este instante. Deixe que a opção errada seja aquela que não foi feita. Se comprometa com a felicidade, fazendo a escolha valer, com energia.