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Você sabia que é possível construir a felicidade inteligente com a prática da saúde emocional? Não basta que o holofote esteja direcionado para você, se não há brilho interior para iluminar a sua própria vida. Segundo o psiquiatra e escritor Augusto Cury, para conquistar a felicidade inteligente, alguns hábitos podem ser praticados diariamente. Um, em especial, diz respeito à contemplação do belo, da grandeza do universo e da consciência sobre a plenitude do presente.

“Ser feliz é muito mais que estar alegre, imergir no oásis do prazer, até porque a emoção não é saudável e livre em si mesma se não for inteligente.” Cury explica que observar a beleza é uma prática que deve ser cultivada desde a infância para expandir a saúde emocional, principalmente na fase adulta. Mas… como? O segredo está na entrega, na percepção, na consciência, na humildade, na atenção aos detalhes e na interiorização de si mesmo.

É refinar o olhar, dar intensidade à observação, capturar o que está dentro de si, observar o que se encontra por detrás da cortina do comportamento dos filhos, do parceiro, dos amigos.”

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Quer um exemplo? Sabe aqueles dias em que você perde o horário, o ônibus e o compasso do próprio equilíbrio… Você chega no trabalho, já com o nível de estresse acima do normal, e ouve algum comentário sobre esse atraso. Por mais despretensioso que seja, essa ponta do iceberg desperta em você a necessidade de uma resposta rápida, furiosa, instigando o seu instinto animal. O primeiro pensamento é: acordei com o pé esquerdo, hoje não é um bom dia. Tudo que acontece dali em diante parece irritá-lo, confrontá-lo, provocá-lo, reforçando e sustentando o pensamento inicial de que esse é um dia ruim.

A vida sob novas perspectivas

Digamos que você pudesse voltar no tempo, lá para o momento em que percebeu que estava atrasado. Deve ter passado despercebido uma série de outros elementos na sua manhã: o sol que iluminou e coloriu as plantas do seu jardim, a mensagem que recebeu no celular desejando um “bom dia”, a criança que apertava firme e carinhosamente a mão da mãe no ponto de ônibus, a pessoa que diminuiu o ritmo do passo para você passar porque estava com pressa, o porteiro que o cumprimentou e sorriu, mas você nem percebeu porque olhava o relógio.

Nesse meio tempo, você perdeu a oportunidade de contemplar gestos positivos que se debruçaram sobre o seu caminho. E por quê? Simplesmente porque você não estava atento, ou, permaneceu focado demais nos eventos negativos. Permitiu que o estresse anulasse os momentos felizes porque não teve disposição e sensibilidade para olhar para eles.

E mais… você perdeu a oportunidade de olhar, com cordialidade e paciência, para o colega de trabalho que fez um comentário sobre o seu atraso, e dizer: puxa, você tem razão! Contemplar a beleza do que se apresenta também inspira a manifestação de humildade, de ser responsável pelas próprias atitudes, de abrir mão de disputas corriqueiras que desgastam, mas não levam a nada.

Esteja atento para que a vida não seja minada

Não quero saber do sofrimento, quero é felicidade. Não gosto de fazer lamúrias.

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Uma vez, discuti feio sobre determinada situação. Fiquei sozinho em casa, cheio de razão e triste pra cacete.

Então, pra quê querer ter sempre razão? Não quero ter razão, quero é ser feliz!” (Ferreira Gullar, 1930-2016)

O grande poeta brasileiro Ferreira Gullar, que faleceu neste domingo, 4 de dezembro, tem, entre seus textos mais conhecidos, justamente esse acima que fala sobre a grandeza de reconhecer o tempo de calar, de deixar que a felicidade sobreponha a razão, de apreciar a beleza de um instante que pode – dependendo de nossa atitude – apenas minar a vida, quando não estamos atentos às consequências.

Augusto Cury ainda vai além, questionando: quem, em meio a um dia agitado, estressante, tem disposição para olhar para um desconhecido qualquer no caminho e considerar: Quem é ele? Que lágrimas chorou? Que projetos executou? Que sonhos abortou? Que pesadelos viveu?

Em uma de suas obras, o “Livro dos Abraços”, o jornalista e escritor uruguaio Eduardo Galeano retratou, de forma sensível, a percepção de um pai diante da vontade de seu filho.

Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando. Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:
– Me ajuda a olhar!

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Estar atento, exercitar a empatia, a compreensão daquilo que estamos alheios é nutrir a felicidade de forma inteligente e encantadora. No exemplo de Diego, o pai percebeu a necessidade da descoberta, pois existem experiências que não podem ser ensinadas. Precisam ser vividas, descobertas, contempladas.

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Quando estamos atentos ao belo, reconhecemos, em nós e no outro, um pedido de ajuda na fala, no corpo, nos olhos, ou até mesmo, na dor e na instabilidade emocional. Segundo Cury, doenças como depressão, ansiedade e até a intenção de suicídio ganham cada vez mais força na era do “entristecimento humano” justamente porque não praticamos o hábito de se encantar com a vida. Desperdiçamos a chance da risada honesta, de ser grato, de admitir o erro, o medo e de ter disposição e coragem para enfrentá-lo.

O belo está dentro de nós, – na atitude de ver além do óbvio e de evitar o instinto da resposta pronta. E você, quer ter razão ou apreciar o belo e ser mais feliz?

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